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Buscadores espirituais também sentem raiva?

A raiva e o caminho espiritual

Dizia a música que só há trovões quando há chuva. Eu aprendi que nem sempre a gente precisa de tempestade para florescer. Às vezes a chuva mansa, que cai devagar como se fosse a própria nuvem, pode fazer desabrochar um coração.

Mas é que outras vezes… não dá. Sabe? É só uma bordoada mesmo pra fazer desmontar as fuça da pessoa e renascer bela e formosa uma nova flor. Na marra mesmo.

Vinha no ônibus, pensando na vida, na raiva de ter que fazer cara de mocinha em eventos sociais. Embaixo dessa raiva tinha outra raiva, que tá sempre ali, uma raiva que quer matar alguém. Uma raiva cortante. Eu queria mesmo era cortar esse meu corpo no meio – no sentido axial – para ver se libera essa tensão. Como quem faz uma pulsão.

O que me incomoda? Essa tensão da vida. Essa: pegar ônibus, evento social, cara de boazinha, dinheiro curto, mês longo, pão de cada dia, aluguel, curso no mês que vem, viagem no final do ano, saudade dos lugares que nunca fui, saudade de gente que ficou, raiva da sinaleira, do trânsito, do passado, da falta de previsão de futuro.

Me tira daqui, desse país, dessa Terra, desse corpo, dessa cabeça que não desliga nem por um minuto. Ou por que você acha que eu assisto BBB?

A vontade é de me cortar, rachar no meio, tirar a angústia do peito. Cortar fora-à-fora.

Como uma borboleta que rompe o casulo.

Como uma flor que se liberta do botão.

Ah, liberdade!

É preciso chuva para florir, dizia o cara gato do Pantanal. Já o terapeuta popstar alemão diz que para resolver conflitos, às vezes, só o amor não basta: precisa também de clareza.

Para florir, a gente não precisa só de chuva, não. Precisa de raiva! Quanto mais raiva, mais florida.

Eu fui abençoada em minha genética com hemorróidas. Sempre que alguém tá “atacado” dessa agradabilíssima doença, a gente diz que tá com o “cu em flor”. Viu? Se não floresce no peito, floresce por baixo, mas pode ter certeza que essa raiva vai florescer em algum lugar.

O trovão só acontece quando tem chuva. A raiva só acontece onde tem amor.

Então o negócio é aprender a liberar a raiva. De preferência de forma mais saudável, artística, por todos os chakras, florescendo o coração.  Porque se ficar deixando pra depois, guardando, fingindo que não vê, a gente acaba tomando no c*.

Abraço libera-raiva da Luna

Luna
Luna
Terapeuta holística com formações na Índia, Tailândia e Brasil.

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